Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
Reflexão

By Marcel (Infelizmente)

 

Ela reflete tudo ao meu redor

Reflete minha sobrancelha, o defeito de meus cílios.

Reflete a tela do monitor, tudo o que eu escrevo

Reflete o teclado

Assiste às aulas do professor e ela escreve igual a mim

Só que ao contrário

Reflete o sorriso dos meus amigos

O mictório do banheiro

A moça da cantina da faculdade

Reflete a cor da coca-cola que eu bebo

Reflete a chave do meu carro, o volante

A sujeira do vidro embaçado.

Reflete a escada do meu prédio

A porta de meu apartamento

Reflete minha sala bagunçada

Reflete o porta-retratos

Reflete minhas mãos lavando a louça

Da semana passada.

Ela reflete tudo ao meu redor

E aumenta o tamanho dos poros de minha bochecha.

Na frente do espelho ela reflete a si mesmo

Com minha imagem dentro dela.

E se despede de mim assim...

Percorrendo o caminho que suas amigas já deixaram.

Começa nos olhos, dá a volta pela bochecha,

Passa perto dos lábios e se acumula no queixo

Cresce, pinga

E se vai...

Cresce, pinga

E se vai...

Cresce, pinga

E se vai...

Do meu queixo até o chão ela reflete a queda

E fica lá embaixo refletindo a amiga lágrima que vem logo atrás

Que cresce, pinga

E se vai...

 


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postado por Marcelzero às 19:46
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
Se for já era...

By Marcel (Infelizmente)

 

Eu,

Tremendo de febre

Suando, debaixo de um calor de quarenta graus

O corpo inteiro molhado de suor

Testa molhada, gotas escorrendo pelo rosto inteiro

Calafrios percorrendo todo o corpo

Roupas encharcadas de tanto suor

A febre aumentando

E o sol derretendo e fritando meu cérebro

Pensamento acelerados e desordenados

Pensamentos correndo a uma velocidade angustiante

Eu,

Sozinho em meu quarto, com gotas pingando de todos os dedos

Cabelo empapado de tanto suor

Calafrio de febre misturado ao sol incandescente que entra pela janela

Dentes trincados de tão apertados

Deitado na cama, cheio de frio e calor

Coberto com dois cobertores e três edredons

E o sol arrebentando e fritando meu cérebro

Desidratado e com o corpo coberto de areia

Coberto de areia, suando de calor e frio debaixo de meus cobertores

Sangrando pelo nariz, ouvido, boca,

Sangrando por baixo

Inteiramente partido os lábios

Eu,

Ensopado de suor, lágrimas e sangue

Arrependido de uma vida mal vivida

Preso no caixote de madeira e com algodão no nariz

Com terra entrando pelas frestas

E eu de olhos arregalados, sem ar

Vestido de terno

Arrependido na alma e clamando:

“Não quero ir para o inferno!”



postado por Marcelzero às 14:40
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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
Chegou...

Hoje cada gota de chuva, cada lágrima do céu, virá vestida de luz.

E ao cair da noite farei como o sacro escritor, que sussurra com olhos semi-cerrados de tranqüilidade:

“Chega a noite, apenas me deito e logo adormeço.”

O gosto de fel desapareceu.

Fez-se doce e virou mel.

 



postado por Marcelzero às 20:00
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