Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Viagens inimagináveis e outras coisas mais que eu gostaria de ter feito

By Marcel (infelizmente)

 

 


 

Essa imagem aí em cima é do Capacitor de Fluxo.

É o que torna possível a viagem no tempo, segundo o Dr. Emmett Brown.

Pois é, comprei esse pela internet, e instalei no meu carro, afinal a velocidade necessária para se dar a viagem no tempo é de apenas 88 milhas por hora, ou 144 quilômetros por hora.

E o meu carrinho chega nisso.

Mas me esqueci de um detalhe simplesmente importantíssimo nisso tudo.

O combustível! O combustível!

Sabemos que para viajar no tempo é necessário gerar energia equivalente a 1.21 gigawatts! Só com plutônio se consegue isso.

E convenhamos que não é fácil de achar esse negócio em qualquer esquina.

Coloquei gasolina, aditivada ainda por cima, e fui ver no que dava.

Procurei uma rodovia vazia e com uma reta sem fim, para poder atingir a velocidade para viajar.

Bati o velocímetro nos 165 quilômetros por hora! Pô, meu carro é 1.0!

Confesso que meu coração se acelerou com a esperança de que desse certo essa tentativa.

Quando dei por mim, estava num pasto cheio de bois.

Por um momento pensei: Cacete! Então quer dizer que antigamente era tudo mato!

Mas não. Eu havia apenas saído da pista e me enfiado no meio de um pasto, arrebentando toda a cerca de arame enfarpado.

Fui embora, desanimado e triste, com meu carro todo riscado pelo arame, sujo até no teto, e faltando duas calotas.

Passou um fusca por mim, todo cinza de massa de reboque. A menininha colocou a cabeça para fora e eu a escutei dizer: Que carro feio, né mamãe!

Esbocei um sorriso para a garota, abaixei o vidro e disse: Porque você não vai para os infernos, hein menina!

A mãe acelerou o fusquinha e eu escutei o choro da criancinha, ficando bem baixinho, de longe.

Gargalhei como um ensandecido.

Fui desacelerando o carro e parei no acostamento esburacado da estrada.

Dor de barriga repentina.

De calças arriadas, sapato sujo de fezes devido a uma péssima pontaria, eu lamentei por não ter dado certo a viagem no tempo.

E eu nem queria ir para 1955.

Só gostaria de voltar uns três dias atrás.

Maldito plutônio!



postado por Marcelzero às 19:47
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