Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)
Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Dia após dia

By Marcel (Infelizmente)

 

O grito ansioso por sair

Preso na garganta

Brasa queimando

Querendo virar chama

Esperando o grande dia

Todos os dias

Toda semana

Esconde de todos

Sua procura

Sua vontade

Seu drama

Às vezes ri pra não chorar

Às vezes reclama

Reclama pra si

E engole o grito

De uma só vez

De forma insana

Passa o dia

Passa a semana

Passaram-se os anos

O tempo engana

Restou por enquanto

Um espelho no quarto refletindo sua imagem

Ele sozinho olhando pra si

E dizendo pra ele o que era pra ser dito pra ela

Que ele espera

E ama...



postado por Marcelzero às 12:59
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
A Igreja e Os Beatles

Do Uol

Vaticano "absolve" os Beatles e elogia seu "White Album"

 

CIDADE DO VATICANO - O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, "absolveu" nesta sexta-feira (21) os Beatles em um longo artigo no qual elogia o talento musical do grupo e comemora os 40 anos do lançamento do "White Album".

O artigo inicia recordando, em tom indulgente, a célebre e controvertida declaração de John Lennon de que "os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo".

"Foi uma frase que suscitou profunda indignação, mas que, hoje em dia, soa mais como uma mofa de um jovem da classe operária inglesa empolgado com o sucesso", escreve o jornal vaticano.

Segundo o jornal da Santa Sé, o grupo realizou uma "revolução branca" com seu "White Album", que classifica que "utopia musical, onde se encontra tudo o contrário de tudo".

"Era um conjunto de canções talvez discutíveis, mas reveladoras de toda uma época", afirma. "Atualmente os produtos fonográficos são estereotipados, muito distantes da criatividade dos Beatles", lamenta o jornal papal.

 

"White Album" foi lançado em 22 de novembro de 1968 com 30 canções originais e foi um marco na carreira musical do grupo inglês.

 

Comentário do blog

Aquela angústia que me acompanhava durante todos os meus dias, desde a minha infância, era algo realmente estranho. Sem explicação.

Agora descanso em paz.

E ainda dizem que Deus não fala através da Igreja.

Mas faça-me o favor!


 

 



postado por Marcelzero às 01:09
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Fosse

 By Marcel (Infelizmente)

 

Fosse risada a felicidade

Fosse silêncio a paz

Fosse olhos só enxergar bondade

Fosse perna não andar para trás

Fosse dia um pouco mais curto

Fosse sono um pouco mais longo

Fosse cama um pouco mais larga

Fosse sonho menos absurdo

Fosse miséria somente uma estória

Fosse personagem da estória não eu

Fosse possuidor de pobreza de espírito

Fosse espírito um pouco menos pobre

Fosse senhor do próprio domínio

Fosse coração um pouco mais nobre

Fosse possível voltar no tempo

Fosse sincero o que eu disse pro vento

Fosse menos hipócrita o julgamento

Fosse tempo um pouco mais lento

Fosse base com aço e cimento

Fosse caminhada com menos lamento

Fosse inspirado todo momento

Fosse chuva, sol, vento

Fosse olho menos vermelho

Fosse altura não ser documento

Fosse lágrima não escorrendo

Fosse vida com mais fermento

Fosse morte só um pesadelo

Fosse picada sem veneno

Fosse picada mato à dentro

 

Foi-se a maldade, ficou a inocência

Foi-se a mentira e junto a dor

Foi-se tudo que era pena capital

Ficou somente o amor...


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postado por Marcelzero às 01:54
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
Deus salve o Brasil!

Não me atrevo a dar palpites sobre política, economia, rumos do governo, eleições, e tantos outros assuntos importantes, mesmo porque não tenho gabarito pra isso e muito menos articulação pra tanto.

 

Mas peço humildemente a Deus:

 

SALVE A SATIAGRAHA!!!

 

Desalento e desesperança é o que sinto com o julgamento do Habeas Corpus de Gilmar Mendes.

 

Suspiro...

 

Só de Sacanagem

Elisa Lucinda

 

Meu coração está aos pulos! 
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 
Por quantas provas terá ela que passar? 
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”. 
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. 
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 
Só de sacanagem! 
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. 
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. 
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. 
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. 
Eu repito, ouviram? IMORTAL! 
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!



postado por Marcelzero às 19:08
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Pena

autor: O Teatro Mágico

 

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um sol em mim menor

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
A rifa, a tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

 

 

Bem maior...

 



postado por Marcelzero às 17:00
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