Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Trilha Sonora

By Marcel (infelizmente)

 

É como música de trilha sonora, feita para nossos momentos

quando estamos juntos ou distantes, à toda hora.

Sou diretor de meus próprios clipes que faço contigo

Protagonista dos mais belos vídeos, das mais lindas canções

Que finjo que escrevo e que sou eu lá no palco

Cantando a poesia que sai de teus olhos, tua boca, teu sorriso.

Minha lista de canções incluem àquelas suas também

Canto as suas melodias que se tornaram as minhas

Canto de tudo!

Às vezes não canto, só fico mudo.

Tenho a sua lista preferida na ponta da língua

Eu canto de tudo!

E através dela enxergo teu mundo

Mas de todas as músicas, tenha certeza

Que se me pedires, me farei de surdo.

Não quero atuar, e nem me apaixonar

Por aquela canção que eu sei, lá no fundo

Você ama e se emociona

Mas isso não quero, você Bailarina

E eu

Soldado de Chumbo



postado por Marcelzero às 17:05
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Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008
Palavras jogadas ao vento

 

By Marcel (infelizmente)


Hoje eu estou mudo...

Estou calado, não porque quero...

Mas porque fui obrigado a me curvar diante da poesia jovem

Da despretensiosidade e da magia cheia de amor que eu não conhecia.

 

Estou mudo porque vem ai algo grandioso

Repleto de versos e verbos e rimas e estrofes

Melodias, com escalas e claves em sintonia

 

Não estou mudo,

Estou sem palavras

Porque o encanto que emana daqueles que ainda são pequenos,

Me fez recordar o que eu sou e o que quero.

O palhaço de circo em quem eu me espelho.

O circo do palhaço que um dia eu espero,

que faça você rir e chorar, do mesmo modo

que a mim eles fizeram.

 

Estou apenas quieto, pensando no dia

Em que essa poesia,

Tão jovem e pequenina

Alcançará sua idade

Fenecerá em razão

De que tudo acaba

Um dia na vida...



postado por Marcelzero às 17:38
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
Ostra vacilona

By Marcel (infelizmente)

 

Enquanto a ostra distraída bocejava, ela fugiu em disparada

e sem saber nadar, apareceu ali, do nada.

O olhar dele, perdido, lá no horizonte, encontrou o caminho de volta assim que o sol fez réstia naquela pequena.

Trazida pela onda, veio direto em sua direção.

Enquanto a ostra distraída bocejava, ela fugiu em disparada

E sem saber para onde ia, apareceu ali, do nada.

Perfeita na forma e na cor.

De brilho argentino, lembrou esse menino que sorrir faz parte da vida

Trazida pela onda marcada, apareceu sem dar explicação.

Enquanto a ostra distraída bocejava, ela fugiu em disparada

E sem saber como fugir, largou-se e apareceu ali, do nada.

Quando a pequena chegou, a mão dele já estava estendida para ela

Seu olhar, perdido, lá no horizonte, encontrou o caminho de volta para observar a pérola.

Simples assim.

Direto da ostra

Para a beira da praia

Para a mão do caiçara

Que a guardou no coração

E ali ela fez morada.


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postado por Marcelzero às 15:20
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008
Sombra

 

Por Valéria e Marcel

 

Olha o tamanho dos meus braços!

É engraçado!

Olha o tamanho das minhas pernas!

Estranho, não é?

Por mais que eu corra

Ela não desgruda

Do meu pé

 

Me deixa sozinho no escuro,

Mas quando ascendo a luz ela logo aparece

Acho que ela ainda tem medo,

Sei lá o que acontece.

Faz tudo o que eu faço, usa até as mesmas roupas

Às vezes acho que é inveja,

Besteira

Sombra tem dessas coisas.

 

Dependendo da hora

Está a minha frente

No meio do dia

Quase abandona a gente

Quando o dia se vai

Se muda para o lado de trás

 

Faz tudo o que eu faço, usa as mesmas roupas

Às vezes acho é inveja

Certeza

Sombra tem dessas coisas

 

O sorriso que eu dei

Ela não conseguiu

Aqueles que eu vi partir

Ela com certeza não viu

Os beijos e abraços que tive para mim

Ela jamais sentiu

 

E quanto à lágrima de dor que eu derrubei

Tive a impressão de vê-la sorrindo

No exato momento em que olhei.

 

Quando apostamos corrida

Às vezes ganho eu

Às vezes ganha ela

Paro para descansar,

Ela me espera

Finjo que vou me levantar,

Ela se desespera

 

Quando um amor me deixou na solidão

Apelidei minha amiga

De senhora sem emoção,

Corpo sem feição,

Maria-vai-com-as-outras,

Paca, tatu, cotia não,

Chamei-a de tudo que me veio à cabeça

Vagabunda sem alma!

Veneno de escorpião

Não me peça calma!

Não me chame de irmão!

Que coisa mais triste

Saber que você existe

E não é capaz sequer

De adivinhar o que sente

O meu coração.



postado por Marcelzero às 14:09
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008
Poesia Incidental

Por Valéria e Marcel

 

 

Corremos nós dois, a vida inteira

para lugares diferentes um do outro.

Te vi andar por ai, e sorrir

não para mim.

 

Vi seus cabelos balançarem, e balancei.

Mas nunca, nunca de verdade

eu te olhei.

 

E hoje, sem querer, eu te encontrei

e vi que é diferente,

Você me parece um pouco estranha,

Me olhou e pode enxergar até as entranhas,

porque para você eu me despi,

e ali mesmo percebi,

que não tinha para onde ir.

 

Pois seu olhar me prende

Me mostra um lado da vida que jamais pensei que existisse

Me perco...

Tento fugir

mas o apelo do seu sorriso é  mais forte

 

É como um desejo que me deixa a própria sorte

Penetra em minha alma mordendo o pouco de razão que ainda me resta

A hora é certa.

 

Lhe falarei de minha alma!

Lhe mostrarei a minha alma!

Pois enxerguei a sua em teu sorriso.

E te dei aquilo que eu mais preciso:

Meu coração, inundado de tanto amor...

 

Amor que deseja crescer

Que almeja você

Que arrasa a tristeza num instante.

 

Será que consigo mostrar a alegria absurda que contagia meu ser desde então?

 

Onde esta a solidão?

Como pode dividir a história de minha vida assim?

Como se a vida inteira já fizesse parte de mim.

Não me jogo aos teus pés para você passar,

Mas sou capaz de mover o mundo para não te ver chorar.

 

Chore

E eu enxugo

Ria

E eu exulto

Ame

E eu simplesmente

O absoluto.



postado por Marcelzero às 13:20
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Domingo, 10 de Agosto de 2008
Renew

By Marcel (Infelizmente)

 

Quando a luz quis apagar

não apagou.

Brilho do teu olhar

que a escuridão

não suportou.



postado por Marcelzero às 20:35
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Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Flechado

 

By Marcel (Infelizmente)

 

Sofreu tanto que até Prometeu ficou penalizado.

Suportou tantas coisas que até Atlas ficou assustado.

Venceu tantos inimigos, tão maiores e tão titânicos, que até Hércules ficou minimizado.

Bebeu tanto para esquecer as tristezas que até Baco se sentiu menos alcoolizado.

Seu coração se petrificou a tal ponto, que os olhos da Medusa simplesmente choraram.

Para tentar voltar no tempo, venceu Cronos, que não lhe disse como tudo funcionava.

Só para se distrair seguiu o fio de lã, chegou à frente de Teseu ao labirinto e matou o Minotauro.

Fez uma sátira do Sátiro, zombou dos chifres e das patas, só porque estava mal-humorado.

Cheio de solidão, saiu pelos campos e bosques atordoado, e nenhuma Ninfa escapou de seu agrado. E nem assim sentiu sua dor amenizada.

Em meio a estórias absurdas de pescador, saiu para o mar em um dia calmo e só para mostrar para todo mundo, pescou Poseidon e tirou sarro. Jogou de volta depois, é claro.

Apagou Apolo com um assopro.

Mostrou a Atena que a sabedoria é bem mais sábia do que ela achava.

Chegou ao ouvido de Hera, falou sobre pornografia e lhe roubou um beijo. E Zeus jamais ficou sabendo.

Fez tudo isso por amor, mesmo já não tendo mais sentido.

Enfrentou a tudo e a todos, tudo o que se mexia, tudo o que estava vivo.

Chorou de tristeza, angústia e solidão, e todos os seus gritos foram ouvidos.

E até hoje todo mundo lembra desse rapaz, e quando o seu nome é repetido,

lembram daquele que enfrentou o mundo.

E só não foi capaz de vencer...

O Cupido.



postado por Marcelzero às 16:16
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