Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
O sentimento que eu não quero perder...

 

Sim, sim, sim.

E quem irá negar que quando se está feliz, dá vontade de cantar!

E hoje é o dia em que você pode escolher:

Ter um dia normal ou cantar comigo a poesia ali embaixo.

Eu vou cantar!

 

Dança Sim

 

Dança sim

Eu tô contigo

Dança sim

Sou teu amigo

 

Pinta de vermelho o seu nariz

Olha lá no espelho

E sorri feliz

 

Dança sim

Eu tô contigo

Dança sim

Sou teu amigo

 

Pinta um bigode com carvão

Pega o travesseiro

Faz um barrigão

 

Pinta, pega na tinta, pinta uma pinta

Troca o pé de sapato e anda pra trás

Cata estrelas do céu

Junta faz um colar

E coça a orelha com o polegar

 

Uma bela barba de algodão

E uma bengalinha

Pra rodar na mão

 

Pinta, pega na tinta, pinta uma pinta

Troca o pé de sapato e anda pra trás

Cata estrelas do céu

Junta faz um colar

E coça a orelha com o polegar

 

E depois coloca num cartaz

“Bom é ser criança

Bom é dançar mais!”



postado por Marcelzero às 13:21
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Eclipse

 

By Marcel (infelizmente)

 

Tudo estranho e diferente.

O pôr-do-sol está diferente.

Lá em cima, no céu laranja de fogo, a estrela maior brilha e se prepara para repousar.

Ao seu lado, magnífica, a Lua despontou, fora da hora e de lugar.

Tem muita gente olhando, assustada, com o que ocorre lá no céu.

Sol e Lua, brilhando juntos, intensamente,

Impressionando toda aquela gente.

Ninguém sabe o que acontece.

Tem uns que fazem prece, outros que acham que o mundo está no fim,

Que a noite sumiu, e nunca mais que a Lua desce.

Mas lá no meio da muiltidão, alguém sabe a razão de tudo.

E diz a todos, olhando o povo,

O porquê daquele absurdo:

“Há um dia, e apenas um dia, em que o Deus concede essa maravilha.

Sol e Lua, Lua e Sol, juntos, lado a lado.

O céu é especialmente pintado, de amarelo, laranja e vermelho.

Fica tudo como estão vendo. Inteiramente borrado.

E por um dia, Ele concede essa maravilha.

O Sol e a Lua, namorados!

Os dois amantes anseiam esse momento.

Olhem e vejam esse milagre.

E como sempre, logo chega o fim do dia.

O Sol vai embora e fica somente a Lua.

E vocês sentirão a solidão,

E a dor desse momento.

Quando a noite enfim chegar

Lá estará a Lua, a chorar milhões de estrelas

Por todo o firmamento”



postado por Marcelzero às 12:17
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Ah! O amor...

By Marcel (infelizmente)

 

 

Olha só! Está passando o carro que vende o resto!

Quem vai querer, quem vai querer?

Pode se aproximar, minha senhora.

Tem tudo o que a senhora precisa.

Coxa, sobre-coxa, braço, perna,

Pescoço e cabeça dura.

Está passando o carro em frente a sua casa, minha senhora!

Tem pra todo mundo, minha senhora.

Pé, joelho, cotovelo, tornozelo,

Nariz, boca, bochecha, queixo e olhos com lágrimas, minha senhora!

Pode se aproximar, pode se aproximar, minha senhora!

Espinha dorsal, coluna torta, costela, todo o esqueleto.

Empacotadinho, bem certinho, minha senhora.

Está passando o carro em frente a sua casa, minha senhora!

Aqui tem tudo o que a senhora precisa.

Tem rim, fígado, pulmão sem ar, pâncreas,

Baço, cérebro já vazio de idéias, minha senhora!

Bexiga, intestino delgado e grosso, embrulhadinho, minha senhora!

Tem tudo o que a senhora precisa!

Ingredientes perfeitos para lavagem, comida de cachorro, passarinho,

Adubo, mil e uma utilidades, minha senhora!

E o mais importante.

Já vem sem coração e alma, minha senhora!

Tudo prontinho e bem certinho pra você levar!

Quem vai querer, quem vai querer!

Está passando o carro que vende o resto!



postado por Marcelzero às 19:23
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
O dono do corpo

By Marcel (Infelizmente)

 

Soltei o pum lá atrás, bem lá atrás, nem dá para enxergar daqui onde foi que deixei escapulir o vento anal.

Na verdade soltei vários.

O primeiro foi sem querer, mas aí já sabe. Abre-se a porteira e, onde passa um boi, passa também uma boiada.

No momento me assustei, saiu meio que sem querer, sei lá.

Olhei para os lados, dei uma disfarçada e fui saindo do local, afinal percebi que o efeito não iria ser nada agradável e, com certeza, quem estivesse perto iria perceber.

Saí rápido, com os passos apressados e olhando para todos os lados verificando se alguém havia reparado.

Nem fez muito barulho.

Foi daqueles silenciosos, e todos nós sabemos que os silenciosos são os mais devastadores.

E era.

Bom, mas já disse que saí apressado, e no caminho, senti uma leve dor de barriga se formando.

Era como se uma tempestade estivesse se aproximando e, devagarzinho, trazendo suas nuvens negras carregadas da mais pura merda concentrada e em quantidade nunca antes vista.

Apertei mais o passo, e tive que me desdobrar em acrobacias que iam da tentativa de andar e ao mesmo tempo manter as pernas fechadas. Algo que você deve imaginar que seja impossível.

E realmente era.

Enquanto ia me afastando do alcance da primeira saraivada de gases, não pude evitar soltar mais alguns tiros retais, na tentativa de aliviar meu corpo daquela tempestade terrível que estava dentro de mim.

A cada poste que encontrava eu parava, me concentrava e rezava aos céus, para que a tortura acabasse logo.

Enquanto eu corria, eu pensava desesperado se havia algum santo protetor dos seres com dor de barriga. Não achei nenhum, mas eu jurava que havia, eu jurava.

“São Longuinho, São longuinho, se eu escapar dessa dou três pulinhos”, eu rezava fervorosamente.

Passei em frente a uma lanchonete, e lá havia um banheiro. Mas em volta do banheiro, havia também pessoas, felizes e de bem com a vida, alimentando-se. Achei melhor poupá-los, ninguém era culpado de meu triste destino.

Só Deus sabe como me arrependo de não ter parado ali.

Trovejou forte dentro de mim, e eu posso jurar que quem estava em volta conseguiu escutar a rebordoada mesmo com o barulho infernal do trânsito.

Bateu o desespero!

Numa disparada tresloucada, saí desbaratinado sem saber para onde ia. Eu já estava perdendo a noção de localização.

Já não sabia mais onde eu me encontrava.

Para mim só existia eu e a maldita dor de barriga que a cada puxão me fazia retorcer de dor e desespero.

Enxerguei um orelhão!

Corri até ele, do jeito mais rápido que consegui, trançando as pernas e soltando rajadas fortes atrás de mim. Estava quase alcançando o aparelho quando uma senhora atravessou o meu caminho e se enfiou na cabine.

“Cheguei primeiro, viu?” disse com ar de desprezo.

Quis defecar na cara da velha.

Mas me contive, e em meio a gemidos e orações, esperei intermináveis um minuto e meio até a simpática senhora desocupar o telefone.

“Muito obrigadinha”, disse ao sair, olhando para mim.

“Me deixe em paz”, pensei.

Agarrei o telefone e disquei desesperado o primeiro número que me vinha à cabeça naquele momento de angústia e sofrimento.

Chamou uma vez, chamou duas vezes, três, sei lá mais quantas vezes, e creia, meus olhos já derrubavam copiosas lágrimas de sofreguidão.

“Alô”. Alguém havia atendido!

“Alô, quem fala!”, respondi sentindo o ânimo voltar a todo vapor.

“5555-8589, quem gostaria?”

“É o Sílvio!”, respondi esperançoso.

“Silvinho? É você meu filho?”

“Vó?”

“Ô Silvinho, quanto tempo meu neto!”

Eu havia ido a sua casa no dia anterior.

“Me ajuda, vó!”, implorei.

“Silvinho, sua avó aqui tá com saudades viu. Olha, vem que eu passo um cafezinho na hora, tem bolacha pra voc...”

Ah, minha vó! Minha doce e adorada vó! Tinha o dom de não escutar nada até que terminasse o que tinha para dizer. Que doce.

“Me ajuda, vó!”

“... pois é então, troquei a geladeira, aquela tava velhinha né, igualzinho sua avó aqui. Ihihihihih...”.

A risada da minha vó nunca me pareceu tão medonha.

Bati o telefone na cara dela. Sinto muito, depois eu explicaria melhor.

Meu rosto já estava molhado pelas lágrimas que rolavam sem controle.

Então resolvi prosseguir meu caminho, e tentar dar um primeiro passo, já que a situação exigia que algo fosse feito.

Era andar ou andar!

Primeiro passo, lentamente, e nada! Segundo, e nada! Terceiro, quarto, quinto, sexto, e nada!

Já estava esboçando um sorriso quando senti o primeiro sinal do desastre.

Um peido sutil, porém com a marca da desgraça. Senti o danado sair molhado, e acompanhado de uma cólica terrível nas entranhas.

Eu estava entendendo agora aquela piadinha sobre o cú se autodenominar o senhor do corpo humano. Era verdade.

Eu já não enxergava e nem escutava mais nada, tamanha era a dor e a angústia que sentia. Imagine-se correndo pelas ruas, parando de poste em poste, com o rosto transformado pela tristeza, e percebendo que ninguém poderia lhe ajudar.

“Tá tudo bem, meu filho?”, uma moça me parou segurando-me pelos braços.

“Se você não me largar vai piorar, tenha certeza!”, respondi com voz de satanás.

Segui meu caminho sem norte e deixei me guiar pelas minhas pernas que também não sabiam para onde estava indo e que, com certeza, deveriam estar sendo guiadas pelo mestre que controla todo o corpo humano: o ânus.

“Ó meu São Francisco, tu que ama os animais, ajuda aí em cima mais esse animal perdido que pede somente um vaso sanitário!”. Eu já delirava.

Eu me imaginava correndo por campos verdes, intermináveis, pulando e sorrindo de felicidade, misturado em meio a plantações de flores silvestres, de todas as cores e formatos. Havia por ali um vaso sanitário em cada lugar, e eu parava em todos, me sentava e saia pulando de alegria e paz.

Delírios de uma mente já insana.

Mas de volta a realidade, com os olhos já vidrados de pavor e medo, me deparei com um milagre.

Em minha enlouquecida disparada havia ido parar em frente à casa de minha avó! Só podia ser um sonho!

Apertei a campainha morrendo de alegria.

“É isso aí cara, você conseguiu!”, eu pensava exultante.

Ninguém atendeu.

Chorando alto igual criança, apertei mais uma vez. E mais uma, e mais outra e depois mais outra, e várias vezes seguidas.

“Você não vai atender?”, consegui escutar bem baixinho, meu avô perguntando a minha avó.

“Eu não, moleque maleducado, desligou o telefone na minha cara. Deixe ele um pouquinho lá fora, depois eu atendo ele... ihihihihih...”

Parei de chorar.

Eu balançava a cabeça de modo sistemático, como que em estado de convulsão.

Nem me dei ao trabalho de abaixar as calças.

Fiz tudo ali mesmo de pé e aproveitei cada segundo, cada momento do prazer que eu sentia.

E, com um sorriso diabólico nos lábios, eu pensava se realmente era pecado matar a própria avó.



postado por Marcelzero às 22:05
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Segunda-feira, 9 de Junho de 2008
Viagens inimagináveis e outras coisas mais que eu gostaria de ter feito

By Marcel (infelizmente)

 

 


 

Essa imagem aí em cima é do Capacitor de Fluxo.

É o que torna possível a viagem no tempo, segundo o Dr. Emmett Brown.

Pois é, comprei esse pela internet, e instalei no meu carro, afinal a velocidade necessária para se dar a viagem no tempo é de apenas 88 milhas por hora, ou 144 quilômetros por hora.

E o meu carrinho chega nisso.

Mas me esqueci de um detalhe simplesmente importantíssimo nisso tudo.

O combustível! O combustível!

Sabemos que para viajar no tempo é necessário gerar energia equivalente a 1.21 gigawatts! Só com plutônio se consegue isso.

E convenhamos que não é fácil de achar esse negócio em qualquer esquina.

Coloquei gasolina, aditivada ainda por cima, e fui ver no que dava.

Procurei uma rodovia vazia e com uma reta sem fim, para poder atingir a velocidade para viajar.

Bati o velocímetro nos 165 quilômetros por hora! Pô, meu carro é 1.0!

Confesso que meu coração se acelerou com a esperança de que desse certo essa tentativa.

Quando dei por mim, estava num pasto cheio de bois.

Por um momento pensei: Cacete! Então quer dizer que antigamente era tudo mato!

Mas não. Eu havia apenas saído da pista e me enfiado no meio de um pasto, arrebentando toda a cerca de arame enfarpado.

Fui embora, desanimado e triste, com meu carro todo riscado pelo arame, sujo até no teto, e faltando duas calotas.

Passou um fusca por mim, todo cinza de massa de reboque. A menininha colocou a cabeça para fora e eu a escutei dizer: Que carro feio, né mamãe!

Esbocei um sorriso para a garota, abaixei o vidro e disse: Porque você não vai para os infernos, hein menina!

A mãe acelerou o fusquinha e eu escutei o choro da criancinha, ficando bem baixinho, de longe.

Gargalhei como um ensandecido.

Fui desacelerando o carro e parei no acostamento esburacado da estrada.

Dor de barriga repentina.

De calças arriadas, sapato sujo de fezes devido a uma péssima pontaria, eu lamentei por não ter dado certo a viagem no tempo.

E eu nem queria ir para 1955.

Só gostaria de voltar uns três dias atrás.

Maldito plutônio!



postado por Marcelzero às 19:47
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
Velho amigo novo

 

By Marcel (infelizmente)

 

 Foi muito bom te encontrar de novo!

Sabe amigo, não lembro direito quando foi a última vez que nos falamos de verdade, como dois amigos que se sentam a uma mesa e conversam sobre a vida.

Parei de te ligar, né? Nunca mais te escrevi, e nem lembrava mais direito das coisas que fizemos juntos.

Uma coisa muito estranha, pois éramos tão ligados um ao outro, pelo menos era o que eu achava.

Lembro de meus amigos perguntando ao seu respeito, do porque de não andarmos mais juntos, se tinha acontecido alguma coisa com a nossa amizade.

Para esse tipo de pergunta eu apenas ria e desconversava. Oras, deixa que ele siga seu caminho e eu sigo o meu daqui, eu pensava de vez em quando.

Olha como são as coisas: sempre tive você como exemplo em minha vida, mas confesso que cheguei a pensar que as coisas que antes eu admirava tanto em você, tudo o que você me falava, já estavam um pouco ultrapassadas.

Pois é, pensei isso mesmo.

Pensei e concordei.

Sei lá, parecia que sua companhia me impedia de fazer coisas que eu poderia fazer tranquilamente, sem ninguém ao meu lado para ficar me falando o que é certo ou errado.

Mas isso não me justifica ter te abandonado assim, de uma hora para outra, sem ao menos te dar uma explicação.

Acho que me envergonhei de você, meu amigo.

Acho não, tenho certeza.

Me envergonhei de você, e me envergonhei de mim. Da pessoa vazia que me tornei.

Sem você minha vida até que fluiu, mas somente no começo. Depois percebi o quanto você fazia falta.

Estar ao seu lado, conversar com você, chorar meus desabafos, escutar o que você tinha parar me falar.

Mas já era tarde.

Eu nem sabia mais onde você morava.

Tentei várias vezes te ligar, mas meus dedos não tinham a coragem.

E também não me lembrava o número do seu telefone.

Escrevi várias cartas para você, mas nunca enviei.

Em meio a copos de cerveja, desejei que você estivesse ali comigo, sentado ao meu lado.

Te procurei em lugares que eu sabia que nunca estaria.

Disse coisas que eu sei que você jamais concordaria.

E quando vi que nada mais me faria encontrar você novamente, me tranquei em meu quarto, apaguei as luzes, e chorei.

De tristeza.

De arrependimento.

De vergonha.

De vontade de te ver.

Agarrei as grades da janela de meu quarto e gritei desesperado de angústia: “Cadê você! Cadê você! Cadê você!!!”.

Caí de joelhos e chorei baixinho, em silêncio.

Chorei de solidão. No escuro.

Foi então que senti o calor!

Não do sol, mas que vinha de dentro de mim!

Eu conhecia aquela sensação, afinal foram anos ao seu lado!

E de joelhos, senti sua mão em meus cabelos.

A lembrança era viva demais!

Parecia que você estava lá comigo, e eu não me atrevia a abrir os olhos para que aquela sensação não sumisse novamente.

Mas abri os olhos e você estava lá! De pé em minha frente, fazendo carinho em meus cabelos.

Você estava ali, em minha frente!

No momento pensei em mil coisas para te dizer, em tudo o que estava entalado em minha garganta, na saudade imensa que sentia.

Mas não fiz nada disso.

Apenas te abracei, como quem agarra alguma coisa que nunca mais quer perder.

E chorei dizendo: “É você Jesus? Me perdoa! Me perdoa! Tende piedade de mim, e não vai embora! Me perdoa, Jesus!”

Você apenas sorriu, Jesus.

Deu um beijo em minha testa e continuou a afagar os meus cabelos.

 



postado por Marcelzero às 15:12
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Conto só um pouco

 

By Marcel (infelizmente)

 

 

Durante anos a terra tremeu.

Passava um tempo, acalmava, mais um tempo e o tremor voltava.

O balanço vinha lá do fundo, do coração da terra.

E cada vez que voltava, era com mais intensidade.

Mas ninguém percebia, isso que era estranho.

Também, não moravam muitas pessoas ali, nas redondezas.

A escala Ritcher nunca conseguiu identificar essa coisa estranha.

E o tremor ficando cada vez mais forte.

Anos e anos, e ninguém percebia!

Mas agora estava impossível.

Já havia pedras rolando e caindo de montanhas altíssimas.

Pedras que jamais haviam se mexido em todo esse tempo, sem moverem-se uma única vez.

E as pedras rolaram, e quem estava embaixo não escapou.

Infelizmente.

E o tremor voltou e não parou mais.

Tudo trepidava e o que estava em volta veio abaixo.

Lá no meio das “terras secas”, o motivo do caos insuportável apareceu.

Um vulcão, antes inativo, reascendeu!

Surgiu de baixo, como que sob pressão intensa e, cheio de calor e fumegando, rompeu a terra e se mostrou.

Monstruoso, expelia lavas para todos os lados.

E a lava desceu a montanha, e foi até as terras secas.

Calor insuportável, daqueles que fazem o horizonte parecer cobras indianas encantadas, subindo em forma de vapor.

Pois é.

Era um vulcão. E durante anos ninguém percebia.

Pelo menos agora os tremores haviam acabado.

Por onde a lava passou, não deixou nada que contasse um pingo de história.

Como eu fiquei sabendo de tudo isso?

Pois então, houve um sobrevivente.

Sinto muito, é segredo meu e dele. Só contou para mim.

Mas antes de partir me disse algo, que caso queiram, poderão ir lá verificar.

Sabe a “terra seca”, onde o vulcão apareceu?

Dizem que quem vai para lá, fica espantado com as flores que ali cresceram.



postado por Marcelzero às 14:18
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