By Marcel (Infelizmente)
Onde foram parar meus heróis?
Onde foram parar os soldados de nossa terra?
Fustigaram meu país
Fustigamos nosso país
Levaram embora nossas crianças
Deixamos nossa crianças serem levadas embora
Nossa crianças querem cada vez mais fugir de nós
Onde foram parar meus heróis?
Onde foram parar os soldados de nossa terra?
As lágrimas minhas
Minhas lágrimas em épocas de guerra
Juntavam-se sempre as lágrimas de nossos soldados
Estávamos torcendo daqui
Lutando junto, em agonia, espera
Mas cadê as lágrimas de nossos soldados?
Cadê a alegria e vontade de nos defender?
O que nos espera?
Espera, espera, espera e espera
Espera que o herói de teu país é turista hoje em dia
Espera que ele volta só pra tomar uma fresca
Mas logo ele vai embora
Não fica
Não espera
"A cédula-tronco é a cédula-mãe solteira"
Onde foram parar nossos heróis?
Onde foram para os soldados de nossa terra?
Foram embora
Só voltam de vez em quando
Mas não fica assim…
Espera…
By Marcel (Infelizmente)
Nefrite
Hepatite
Pânico de escola
Seu canalha, pirralho, imbecil
Não me irrite!
Cala boca!
Idiota, imbecil
Retardado
Eu? É você!
Vou contar pro papai e pra mamãe
Viu?
Tão pequena
Tão graciosa que era
Como cresce assim do nada
Quando a gente menos espera?
Às vezes distante
Outras perto demais
Algumas horas irritante
Outras de boa e de paz
O tempo passou
Passou também pra ela
Observei com espanto
Com cara de assustado a transformação
Demorou mas percebi
Que olhar pra ela
Era olhar pra mim
Um espelhinho engraçado de olhar
Mas enfim
Sabemos nós dois
Que apesar das palavras duras de antes
Ela não se engana
Palavras que sempre disseram por baixo
O quanto à gente se ama
E a saudade e o amor só aumentam
Por essa mulher que eu me orgulho
De chamar de irmã
De mana
Meu espelhinho de todo dia quando acordo
Minha pimenta ardida
E doce
Joana
By Marcel (Infelizmente)
Quando acontece de eu me distrair,
Sentir carinho do vento em meu rosto,
Escutar o coração batendo mais lento,
Mais rápido, depressa
Descontrolado
Quando acontece de eu navegar no mar,
Num bote em meio a uma tormenta,
Num navio em ondas calmas
Mar estático, sem ondas
Profundo
Quando acontece de eu aprender a voar
Entre prédios e arranha-céus
Longe, perto, no espaço
Num abraço
Quando acontece de eu ser capaz
De distrair sem cair
Navegar sem mar
Voar sem asas
Tudo acontece
Acontece de tudo
Quando olhos seus olhos
Meus
By Marcel (Infelizmente)
By Marcel (Infelizmente) Lá longe tem um menino-homem De cabeça baixa, um pouco triste Olham pra ele todos aqueles que sabem seu nome Comentam baixinho o que há pouco ele disse: “Obrigado por tudo, de coração Pelas besteiras que fiz Peço perdão De tudo o que aconteceu De ruim e de bom Levo comigo vocês Na mente e nos meus pensamentos Mas principalmente No meu coração” Lá longe tem um menino-homem Um menino e homem que aprende e que ensina Levantou os braços, acenou para os seus Uma lágrima de adeus E virou a esquina
By Marcel (Infelizmente)
O grito ansioso por sair
Preso na garganta
Brasa queimando
Querendo virar chama
Esperando o grande dia
Todos os dias
Toda semana
Esconde de todos
Sua procura
Sua vontade
Seu drama
Às vezes ri pra não chorar
Às vezes reclama
Reclama pra si
E engole o grito
De uma só vez
De forma insana
Passa o dia
Passa a semana
Passaram-se os anos
O tempo engana
Restou por enquanto
Um espelho no quarto refletindo sua imagem
Ele sozinho olhando pra si
E dizendo pra ele o que era pra ser dito pra ela
Que ele espera
E ama...
Do Uol
Vaticano "absolve" os Beatles e elogia seu "White Album"

CIDADE DO VATICANO - O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, "absolveu" nesta sexta-feira (21) os Beatles em um longo artigo no qual elogia o talento musical do grupo e comemora os 40 anos do lançamento do "White Album".
O artigo inicia recordando, em tom indulgente, a célebre e controvertida declaração de John Lennon de que "os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo".
"Foi uma frase que suscitou profunda indignação, mas que, hoje em dia, soa mais como uma mofa de um jovem da classe operária inglesa empolgado com o sucesso", escreve o jornal vaticano.
Segundo o jornal da Santa Sé, o grupo realizou uma "revolução branca" com seu "White Album", que classifica que "utopia musical, onde se encontra tudo o contrário de tudo".
"Era um conjunto de canções talvez discutíveis, mas reveladoras de toda uma época", afirma. "Atualmente os produtos fonográficos são estereotipados, muito distantes da criatividade dos Beatles", lamenta o jornal papal.
"White Album" foi lançado em 22 de novembro de 1968 com 30 canções originais e foi um marco na carreira musical do grupo inglês.
Comentário do blog
Aquela angústia que me acompanhava durante todos os meus dias, desde a minha infância, era algo realmente estranho. Sem explicação.
Agora descanso em paz.
E ainda dizem que Deus não fala através da Igreja.
Mas faça-me o favor!
By Marcel (Infelizmente)
Fosse risada a felicidade
Fosse silêncio a paz
Fosse olhos só enxergar bondade
Fosse perna não andar para trás
Fosse dia um pouco mais curto
Fosse sono um pouco mais longo
Fosse cama um pouco mais larga
Fosse sonho menos absurdo
Fosse miséria somente uma estória
Fosse personagem da estória não eu
Fosse possuidor de pobreza de espírito
Fosse espírito um pouco menos pobre
Fosse senhor do próprio domínio
Fosse coração um pouco mais nobre
Fosse possível voltar no tempo
Fosse sincero o que eu disse pro vento
Fosse menos hipócrita o julgamento
Fosse tempo um pouco mais lento
Fosse base com aço e cimento
Fosse caminhada com menos lamento
Fosse inspirado todo momento
Fosse chuva, sol, vento
Fosse olho menos vermelho
Fosse altura não ser documento
Fosse lágrima não escorrendo
Fosse vida com mais fermento
Fosse morte só um pesadelo
Fosse picada sem veneno
Fosse picada mato à dentro
Foi-se a maldade, ficou a inocência
Foi-se a mentira e junto a dor
Foi-se tudo que era pena capital
Ficou somente o amor...
Não me atrevo a dar palpites sobre política, economia, rumos do governo, eleições, e tantos outros assuntos importantes, mesmo porque não tenho gabarito pra isso e muito menos articulação pra tanto.
Mas peço humildemente a Deus:
SALVE A SATIAGRAHA!!!
Desalento e desesperança é o que sinto com o julgamento do Habeas Corpus de Gilmar Mendes.
Suspiro...
Só de Sacanagem
Elisa Lucinda
Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”.
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau.
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”.
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!
autor: O Teatro Mágico
O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira
O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um sol em mim menor
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
A rifa, a tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão
O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão
E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior
Bem maior...
Quem mora sozinho, sabe como é difícil o dia a dia, e que a criatividade para superar as dificuldades é necessária.
Então, criei algo, em um momento desses.
Bom, para quem quiser experimentar um novo tipo de banho, que eu inventei, segue ai abaixo as dicas para que você possa preparar e aproveitar um gostoso...
BANHO DE PAREDE
1- Bem, primeiramente, espere a resistência de seu chuveiro queimar para que você possa trocá-la. Isso é importante.
Mas caso esteja impaciente com a demora para que ela queime, vá e troque a resistência do chuveiro mesmo assim.
2 - Durante a troca da resistência exerça uma força sobre o cano do chuveiro, o suficiente para que esse cano possa ser partido (quebrado). Detalhe: O local da quebra desse cano é bem rente a parede, ou seja, não deve sobrar nenhum pedaço de cano para fora da parede. Caso sobre, corte o pedaço com uma faca.
3 - Após a quebra do cano, xingue bastante e grite bem alto dentro do banheiro (foi assim que eu fiz), e quando estiver mais calmo, siga para o próximo passo.
4 - Olhe para o maldito furo na parede e pense com raiva: "Ah! Mas eu vou tomar banho custe o que custar! Nem que seja no cano!". Após isso, vá furioso para a torneira do chuveiro e abra.
5 - Constate, com uma feição de ódio, que a pressão da água de sua casa não é forte o suficiente para formar uma cachoeira, e que a água desce pura, cristalina e sem força nenhuma, escorrendo pelo azulejo do banheiro. Caso sua casa possua pressão suficiente para formar uma cachoeira, abra pouco a torneira, para que ela desça escorrendo pela parede. E vá para o próximo passo.
6 - Com os olhos lacrimejantes, passe a mão na água que escorre e molhe o corpo com raiva (você deve estar nú e com raiva).
7 - Pegue o sabonete e esfregue por todo o corpo, incluindo o rosto.
8 - Vendo a burrice que fez, comece a se esfregar na parede, rolando pelo azulejo (faça de conta que a parede é um chão).
9 - Para que você lave as axilas, deve-se levantar um dos braços em direção ao cano, e, deixando a água escorrer, enxaguar uma das axilas com a outra mão. Repetir o processo igualmente para a outra axila.
10 - Para lavar as costas, encoste-se na parede com as costas (é claro) e balance de um lado para o outro (solte alguns xingamentos de vez em quando) como um pêndulo de relógio.
11 - Para ás nádegas, use o mesmo método que para as costas.
12 - Para a barriga, levante os dois braços e junte as mãos em cima, de modo que formem uma "flecha", e deixe a água fazer todo o caminho pelo braço, escorrer pelo pescoço até chegar à barriga. Quando estiver bem molhado, tire com as mãos o excesso de sabão. Nota: O processo de lavagem da barriga demora, em média, uns dez minutos.
13 - Após a barriga, todo o sabão haverá descido para as pernas, então repita o "modus operandis" usado para a barriga e, contorcendo-se, faça a água chegar até as pernas.
14 - Para o rosto, não tente encostar de frente para a parede, pois o nariz não deixará que todo o rosto se cole ao azulejo. Faça o seguinte: Cole a bochecha na parede e deixe a água cair levemente em seu rosto. Solte mais alguns xingamentos nesse momento, se achar necessário.
15 - Enfim, para lavar as partes mais íntimas. Para os homens: Fácil! Pegue-o, encoste-o na parede, e deixe a água fazer o seu trabalho. Sem problemas!
Para as mulheres: Aí é que está! Faço a mínima idéia! Imagino que deva ser um tanto complicado!
16 - Banho tomado! É hora de soltar um último xingo, olhar para o chuveiro pendurado pela fiação elétrica e se enxugar.
Esse é o Banho de Parede.
Espero que gostem.
E por favor, muito cuidado quando forem trocar resistências do chuveiro.
Volto outro dia, com mais dicas para vocês!
By Marcel (Infelizmente)
Nada contra você, por favor!
Não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes tua voz me incomoda.
Sei que sou eu o problema, quase sempre
Mas tem como você entender e sair fora?
Nada contra você, por favor!
Não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes teu olhar me incomoda.
De peixe morto, invejoso, espreitando,
Me olhando como se eu fosse o pior dos seres humanos
Talvez eu seja, quase certeza
Mas tem como você mirar pra lá esses olhos insanos?
Nada contra você, por favor!
Não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes teu cheiro me incomoda.
Mistura de suor com perfume barato
Pior que um amigo que eu tinha nos tempos de escola
Credo!
Quando alguém abre um pacote de cheetos em ambiente fechado
Cheiro de cigarro no cinzeiro, já apagado
Mistura de cravo, canela, flor de velório,
Pano de cozinha, cachorro molhado,
Fedor de mal hálito.
Credo!
Nem vou falar de seu mal hálito.
Mas nada contra você, por favor!
Não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes teu falar me incomoda.
Dando palpite em tudo que eu faço
Como se fosse o senhor da verdade
Conversa sobre todos os assuntos com ar de superioridade
Fala que o Lula é analfabeto, que no Brasil nada dá certo
Que MPB é música boa, que Deus ajuda quem cedo madruga
Como se tudo isso fosse novidade.
Vomitando palavras recheadas de hipocrisia
Explicando que racismo é coisa ridícula
Até meu irmãozinho sabe disso,
E ele tem cinco anos de idade!
Nada contra você, por favor!
Não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes teu andar me incomoda.
Olhando sempre pra frente, cabeça erguida
Passos largos e confiantes, o senhor das ruas e avenidas.
Isso é o que me falaram, pois olhando aqui de onde estou.
Hum, sei não.
Tu tens um jeitinho de bixa.
Só estou comentando, não é preconceito, por favor!
E nada contra você!
Por favor, não me leve a mal!
É que sou chato mesmo e às vezes tua respiração me incomoda.
Aquele ar podre saindo de suas narinas.
Entrando e saindo, respirando o mesmo ar que o meu.
Se eu tiver algum vírus contagioso, tenha certeza
Ele também é teu.
Do seu pulmão deve sair monóxido de carbono
Igual a fumaça que sai daquela merda de carro que a imbecil da tua esposa te deu.
Vamos fazer um trato, eu e você?
Você e eu?
Quem sabe a gente acaba com essa briga, essa coisa chata, esse monte de intriga.
Estou querendo me redimir agora, então proponho a você:
Eu fico aqui de boa no meu cantinho, fazendo o que eu sempre faço
Essa é minha parte do trato.
Deu pra entender?
A sua?
Ah, tá.
É o seguinte:
Você poderia fazer o favor de morrer?
By Marcel (Infelizmente)
Ela reflete tudo ao meu redor
Reflete minha sobrancelha, o defeito de meus cílios.
Reflete a tela do monitor, tudo o que eu escrevo
Reflete o teclado
Assiste às aulas do professor e ela escreve igual a mim
Só que ao contrário
Reflete o sorriso dos meus amigos
O mictório do banheiro
A moça da cantina da faculdade
Reflete a cor da coca-cola que eu bebo
Reflete a chave do meu carro, o volante
A sujeira do vidro embaçado.
Reflete a escada do meu prédio
A porta de meu apartamento
Reflete minha sala bagunçada
Reflete o porta-retratos
Reflete minhas mãos lavando a louça
Da semana passada.
Ela reflete tudo ao meu redor
E aumenta o tamanho dos poros de minha bochecha.
Na frente do espelho ela reflete a si mesmo
Com minha imagem dentro dela.
E se despede de mim assim...
Percorrendo o caminho que suas amigas já deixaram.
Começa nos olhos, dá a volta pela bochecha,
Passa perto dos lábios e se acumula no queixo
Cresce, pinga
E se vai...
Cresce, pinga
E se vai...
Cresce, pinga
E se vai...
Do meu queixo até o chão ela reflete a queda
E fica lá embaixo refletindo a amiga lágrima que vem logo atrás
Que cresce, pinga
E se vai...
By Marcel (Infelizmente)
Tenho um amigo
Mora lá do outro lado do rio.
Vez ou outra pega um barco
E vem almoçar aqui comigo.
Conta das coisas que acontecem nas bandas de lá.
Fala do tamanho das árvores
De cada bicho esquisito!
Sobre as duas luas que tem no céu
E que de noite é um perigo!
Disse que tem vulcão, cratera de meteoro,
Castelo de princesa, carro que voa
Dinossauro escondido.
Conta cada coisa absurda
Que uma vez encontrou uma casa feita de chocolate
Comeu tudo a vontade
Inclusive João e Maria.
Que os clones lá são super simpáticos,
Animados e tranqüilos.
Outra vez disse que o sol não se pôs durante seis meses.
E ninguém dormiu por causa disso.
Me convidou para um dia ir lá,
Que ele me apresenta Jesus Cristo!
Muito estranho meu amigo
Mora lá do outro lado do rio.
Mas eu acho engraçado tudo isso
Porque quando olho daqui desse lado
Só enxergo um monte de árvore
Tudo vazio.
Mas eu não duvido dele não.
E quando ele vai embora eu sinto saudade.
Saudade desse meu amigo.
Fico esperando o dia da próxima visita
Fico aqui sozinho.
A saudade aperta, e daí eu o chamo
Nem sei o seu nome.
Faço sempre assim:
Acendo o fogão de lenha, boto água pra ferver
E ele vem rápido.
Sentindo o cheiro do meu chá de lírio.
By Marcel (Infelizmente)
Amor sem fim...
Como explicar?
Como explicar um amor sem fim que chegou ao fim?
Um coração do tamanho do mundo
Abarcando a tudo e a todos
Filhos, filhas, netos, noras, irmãos, genros
Quem pode me dizer quanta doçura cabe em uma só pessoa?
Nem tente responder
Pois suas respostas, tenha certeza
Não serão boas
Não é você.
É essa pessoa!
Incomparável!
Quanta doçura, quanto amor!
Sou de uma família grande
Faço parte de uma geração de netos abençoados
Netos possuidores de duas mães!
Netos, filhos de pais que nunca a esquecerão!
Não a esquecerão jamais!
Somos especiais!
Tivemos o privilégio de aprender a sublimidade do amor
Um amor verdadeiro
Um amor doação!
Que eu guardo na memória, na alma,
Em meu coração.
Somos especiais!
Pois sabemos, que o amor verdadeiro é simples...
Feito de um par velho de havaianas
Arrastando no chão
Aquele barulhinho de panela na cozinha
E ela
Cantarolando
Aquela linda canção...
“Eu ainda me lembro da Júlia sapeca
Aquela menina levada da breca...”
Para minha amada Vó Célia, que se faz tão presente até hoje...
E para quem quiser se apossar dessas humildes palavras cheias de amor - filhos, filhas, netos, netas, genros, noras...
Fiquem à vontade...
Muitas saudades...
By Marcel (Infelizmente)
Olhando daqui é isso o que eu vejo:
Que nem tudo é ruim como parece ser
Nem tudo é difícil como possa parecer
Nem tudo se parece com o que você consegue ver.
Consigo enxergar saída para você
Não precisa se desesperar.
Calma!!
Calma!
Calma...
Tudo vai melhorar
Não se aflija
É melhor orar
Não tenha medo, vai passar
Não é o que dizem?
Que por mais que a noite seja escura
No outro dia o sol torna a levantar?
É a lógica das coisas,
Não é idéia minha.
Tudo vai passar...
Tá vendo lá em cima?
Olhe só, isso! Lá mesmo!
Bem onde está apontando meu dedo.
Quantas estrelas piscando, quanto brilho
Bem no meio desse imenso pano preto.
Olha lá o céu sorrindo!
Que lua linda...
Já te contaram que ela é feita de queijo?
Observe as constelações,
Os nossos signos!
Dizem que influem o modo como eu penso
Que coisa mais linda, uma estrela cadente!
Feche os olhos.
Rápido!
Faça um desejo!
O que você pediu?
Ah! Verdade, me esqueci
É segredo...
Melhorou? Passou aquele desespero?
Distraí você, não é verdade?
Fico muito feliz.
De verdade, mesmo.
Bom, já que você está melhor, vou-me embora
Está tarde.
Até mais! Outra hora nos vemos!
Pois é... foi-se.
Estou sozinho
Um suspiro
O silêncio
Eu, o céu e esse campo aberto
E com o rosto molhado olho pra cima
Encaro o firmamento
Não falo nada
Nem uma palavra
Somente em pensamento
“E aí, estrela cadente?
Não vai realizar o meu desejo?
Pedi pra ti algo tão simples!
Realize a metade, pelo menos.
Que trouxesse alguém pra me distrair
Que seja a minha vez de ir embora aliviado
Sem que eu precise dar conselhos.
Ir embora em paz
Sem mais
Nem menos
E nem medo.
By Marcel (Infelizmente)
By Marcel (Infelizmente)
Meu coração bate nos olhos quando me incomodo.
Meu coração bate nos olhos e meus olhos se enchem d’agua.
Meus olhos se enchem d’agua e assim tropeço fácil e me desequilibro.
Tropeço fácil e qualquer pena ou pluma leve torna-se imensamente pesada.
Carrego pluma com as costas arcadas.
Com as costas arcadas somente consigo olhar o chão sujo.
Olhando o chão o tempo inteiro, não vejo o que acontece a minha frente,
Ando sem capacete e vivo dando cabeçada.
Tudo isso num dia só.
Desde o amanhecer ao pôr-do-sol.
E quando chega o outro dia, abro os olhos
Agonia!
Meu coração, que estava descansando, sonhando, tranqüilo, de molho.
Começa a bater forte no meu olho.
Meus olhos se enchem d’agua,
E começa tudo de novo...
By Marcel (Infelizmente)
Chove calmamente.
O dia nublado, cinza.
Os passarinhos todos estão escondidos.
Onde será que se escondem os passarinhos?
Ele coloca as asas para fora do abrigo para saber se a chuva passou?
Não está ventando, mas mesmo assim o dia está frio.
Eu já estou há mais de vinte minutos escondido sob o orelhão em frente a esse bar.
Não me escondi aqui da chuva. Foi a chuva que chegou enquanto eu estava ao telefone.
Já passa das duas horas da tarde, e as poucas pessoas que vejo daqui, correm apressadas com medo que os pingos aumentem.
Um barulho forte de freada brusca de carro lá ao longe...
Xi! Acho que bateu!
Uma senhora andando devagar com sua sombrinha que não consegue proteger nem metade de seu corpo.
Um homem andando despreocupadamente, de chapéu, guarda chuva fechado na mão e fumando seu cigarro.
Uma criança levando bronca da mãe porque insistia na saudável brincadeira de querer deitar-se rente ao meio fio para tomar banho de enxurrada.
Quando eu era pequeno fazia a mesma coisa! E apanhava do mesmo jeito da minha mãe!
No boteco lá da esquina, não nesse no qual estou em frente, o pessoal canta música caipira, acompanhada por um violeiro de chapéu de palha, que canta com uma voz afinada de dar inveja.
Nesse boteco no qual estou em frente, apenas um caipora joga sinuca sozinho. Aliás, ele brinca apenas com a bola branca. Ele me parece triste e sem rumo.
Tem três crianças protegendo-se sob o toldo de uma loja de roupas, todas juntas. Acho que são irmãos, pois do nada resolveram sair e correram todas juntas, de mãos dadas. O mais velho na frente e puxando as duas mais novas com cuidado.
Tem um pombo no meio da rua, procurando comida e sem dar a menor bola para a chuva. Olhando daqui, o modo como ele mexe a cabeça descontrolada, para frente e para trás, andando aos pulinhos e parando com um dos pés somente, me parece ser um pombo surtado.
Ele está olhando pra mim? Está!
O pombo louco chegou até perto dos meus pés e deixou o pedaço de comida que estava em seu bico, ao meu lado.
Obrigado, pombo louco, eu como depois, tá?
Saiu voando.
Que trovão!
Parece que arrebentou bem em cima de minha cabeça!
E com isso, o moleque que vinha todo faceiro em sua bicicleta, pedalando sem as mãos, assustou-se com a pancada da trovoada e estatelou-se no chão.
Hum... que tombo!
E que vontade de dar risada!
Está no chão, com a maior cara de tacho, fingindo que tudo está bem e arrumando as tiras de seu chinelo havaianas que arrebentou.
Olha que interessante! Estou reconhecendo ao lado do moleque azarado, o pombo doidão que está ali também.
Deixou um pedacinho de pão e foi-se embora voando.
Está trovejando demais agora!
Gosto de chuva, mas confesso que se estivesse em casa seria bem melhor.
A chuva aumentou um pouco e agora está invadindo meu abrigo.
Esse orelhão.
E essa chuva que não passa, e que fez o favor de me pegar aqui, de surpresa enquanto falava ao telefone.
Estava falando com ela! Linda, doce e especial!
Estava explicando a ela que iria ter que adiar minha chegada no dia de hoje.
Não poderia vir, pois surgiu um imprevisto e teria que ficar mais dois dias fora da cidade.
Ela ficou triste!
Os filhos dela estavam fazendo barulho em volta dela enquanto conversávamos.
Os filhos delas são meus também.
Ela é minha esposa!
Fiquei uma semana fora, e agora estou aqui, com as malas junto aos meus pés, ensopado da chuva, que me pegou enquanto eu explicava a minha esposa que não poderia voltar naquele dia.
E os créditos do cartão telefônico acabaram-se, então.
Ficou mudo e ela ficou triste.
Mas vou acabar com a tristeza dela, ah, vou sim!
Estou com as minhas malas aos meus pés, uma semana fora de casa e a saudade dela e dos meus filhos está me matando.
E eu menti com relação ao atraso!
Vou pegá-la de surpresa.
Que saudades imensa!
Deixa eu ir então, que essas malas estão ficando encharcadas, e ficarão cada vez mais pesadas.
Estou sozinho aqui para carregá-las.
Mas isso também não é muito problema.
Eu moro ali em frente mesmo, está vendo?
Estou vendo a sombra dela pela janela.
Então dá licença que estou indo!
Ah, que saudade dela!
Fuiiiii...
Por Mariana
O amor é sublime.
Não busca a perfeição.
Com o amor pode-se ser você mesmo
Proporciona esperança enorme no futuro
Proporciona futuro ao lado do bem amado
O amor entende
Desculpa pelas besteiras
Ajuda a saltar sempre pra frente
Deixa chorar
Gritar
Sonhar
Ser feliz à vontade
Perde a hora de voltar pra casa
O amor faz imaginar desenho em nuvens
Alivia os pesadelos
Escuta as coisas fúteis
Pode-se fazer o que quiser!
Perder o juízo
E mesmo assim permanecer tranqüilo
Ama-se por infinitas coisas
Que jamais caberia aqui escrever
Apenas sentir
Mas só sabe-se que se ama
E muito!
Amor é um sonho
Um sonho que se quer para sempre...
Ps: Totalmente meu...
By Marcel (infelizmente)
Entra afiada como se fosse adaga
Deixando-me sensível a qualquer sentimento
Um elevador, um soluço que me pega desprevenido
Um chorinho contido ao fim de risadas.
Olhos perdidos
Úmidos
Feito orvalho
Aperto no peito
Picada de abelha, dilacerante
Minutos disfarçados de segundos
Horas que demoram dias
Angustiante
Quando estamos juntos
Dias inteiros
Que parecem minutos
No meio do dia aparece
Cresce, cresce e cresce
Não respeita minhas ordens
Não desaparece
É saudade o nome
Cruel
Parasita
E com a adaga que eu a mato
Na sexta à noite
Ela mergulha em minhas costas
Assim que o domingo despede-se.
Fim de semana que foi-se...
By Marcel (infelizmente)
Dias atrás, eu fiz assim:
Quando todos começaram a chegar
A se reunir, lá no bar
Eu quis ir embora, assim do nada.
Outra vez foi uma piada
Todo mundo achou graça
Mas só eu não dei risada.
Minha mãe me mandou comprar pão
Comprar dez, pra ser mais exata
Comprei, mas dei um ao pedinte no meio da estrada.
Eu quis viagem pra cidade pequena
Quando todo mundo queria praia.
Escolheram hotel pra dormir
Eu quis pousada.
Fizeram passeio de bicicleta
Eu, caminhada.
Manhã, tarde, noite, todos preferem assim
Eu sou mais a madrugada.
Tomo sorvete quando faz frio
No calor só uso calça, e nunca saia.
Acho bonito coisas feias
E feio as coisas bonitas que você acha.
Faço tudo ao contrário, você tem razão
Não é pra parecer diferente, saiba disso
É que pras coisas que você acredita
Eu tenho outra opinião.
Cansei de ser enxovalhada por andar na contramão
Mas isso é pra quem não me conhece
Porque amigos eu tenho aos montes
E ser do contra pra eles não significada nada
Porque sempre que algum deles chora ou fica triste
Caídos no chão ao primeiro tombo
Sou euzinha aqui que os carrego
Coloco todos nos meus ombros
São todos fracotes e de cara pálida
Faço minha parte e eles sabem disso
Não reclamam quando peço licença
E se para eles eu viro a cara
Sabem bem que o que quero
É que não vejam meu rosto cansado
E marcado pelas lágrimas.
By Marcel (Infelizmente)
By Marcel (Infelizmente)
“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!
Porque ficas a sorrir, sem dormir?”
Com meus cabelos na altura do queixo,
Minha bochecha gordinha,
Usando roupas do meu irmão (pentelho) mais velho
Observando a mais nova, minha (pentelha) irmãzinha
Divido o quarto com eles o dia inteiro
Quando comecei a ler estórinhas infantis?
Sinceramente, não lembro
Lembro da mamãe cozinhando
Do papai chegando tarde do trabalho
E dos meus irmãos (pentelhos)
Mas a frase eu guardei
“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!
Porque ficas a sorrir, sem dormir?”
Nessa época eu ainda era essa bonequinha
Hoje não
Hoje cresci, sou mulher
Não guardo mais a bochecha gordinha
Tenho trabalho e logo estarei formada
Sou o que meus pais me formaram
Espelho daqueles que me criaram
Aprendi que na dor se vive o amor
E que no amor se supera a dor
Mas à noite em meu quarto
Cansada, deitada
De olhos fechados
Sempre repito baixinho
“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!
Porque ficas a sorrir, sem dormir?”
Então me lembro do quarto a três
De quando eu lia estórinhas
Do papai, da mamãe
De mim, pequenina
E adormeço sorrindo,
Com a tranqüilidade e certeza
De que ainda carrego aquela menina
Mas hoje sou mulher!
Muito prazer,
Carolina!
Para minha querida irmã, Carolina, com muito carinho do tamanho da minha saudade.