Se chorar adiantasse alguma coisa, pica pau morria feliz. (Do que que eu tô falando!?!)
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
Espera

By Marcel (Infelizmente)

 

Onde foram parar meus heróis?
Onde foram parar os soldados de nossa terra?
Fustigaram meu país
Fustigamos nosso país
Levaram embora nossas crianças
Deixamos nossa crianças serem levadas embora
Nossa crianças querem cada vez mais fugir de nós
Onde foram parar meus heróis?
Onde foram parar os soldados de nossa terra?
As lágrimas minhas
Minhas lágrimas em épocas de guerra
Juntavam-se sempre as lágrimas de nossos soldados
Estávamos torcendo daqui
Lutando junto, em agonia, espera
Mas cadê as lágrimas de nossos soldados?
Cadê a alegria e vontade de nos defender?
O que nos espera?
Espera, espera, espera e espera
Espera que o herói de teu país é turista hoje em dia
Espera que ele volta só pra tomar uma fresca
Mas logo ele vai embora
Não fica
Não espera
"A cédula-tronco é a cédula-mãe solteira"
Onde foram parar nossos heróis?
Onde foram para os soldados de nossa terra?
Foram embora
Só voltam de vez em quando
Mas não fica assim…
Espera…


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postado por Marcelzero às 14:44
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Espelhinho

By Marcel (Infelizmente)

 

Nefrite

Hepatite

Pânico de escola

Seu canalha, pirralho, imbecil

Não me irrite!

 

Cala boca!

Idiota, imbecil

Retardado

Eu? É você!

Vou contar pro papai e pra mamãe

Viu?

 

Tão pequena

Tão graciosa que era

Como cresce assim do nada

Quando a gente menos espera?

 

Às vezes distante

Outras perto demais

Algumas horas irritante

Outras de boa e de paz

 

O tempo passou

Passou também pra ela

Observei com espanto

Com cara de assustado a transformação

Demorou mas percebi

Que olhar pra ela

Era olhar pra mim

Um espelhinho engraçado de olhar

Mas enfim

Sabemos nós dois

Que apesar das palavras duras de antes

Ela não se engana

Palavras que sempre disseram por baixo

O quanto à gente se ama

E a saudade e o amor só aumentam

Por essa mulher que eu me orgulho

De chamar de irmã

De mana

Meu espelhinho de todo dia quando acordo

Minha pimenta ardida

E doce

Joana



postado por Marcelzero às 00:02
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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009
Menina

 By Marcel (Infelizmente)

 

Quando acontece de eu me distrair,
Sentir carinho do vento em meu rosto,
Escutar o coração batendo mais lento,
Mais rápido, depressa
Descontrolado
Quando acontece de eu navegar no mar,
Num bote em meio a uma tormenta,
Num navio em ondas calmas
Mar estático, sem ondas
Profundo
Quando acontece de eu aprender a voar
Entre prédios e arranha-céus
Longe, perto, no espaço
Num abraço
Quando acontece de eu ser capaz
De distrair sem cair
Navegar sem mar
Voar sem asas
Tudo acontece
Acontece de tudo
Quando olhos seus olhos
Meus


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postado por Marcelzero às 23:57
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Pé com pé

By Marcel (Infelizmente)

 

Amor...
Amor que tantos dizem que é feito de gestos grandiosos
Feito de pôr-do-sol, de noite de luar
De nuvens em forma de desenho
De seres humanos capazes de voar
De morte e suicídio
Amor, que tantos lembram como a força maior
Que nos faz melhor
Ou menos pior
Como brisa
Tempestade
Calmaria
Vários jeitos, modos
Escolha o que quiser
Pois o que me vêm à cabeça agora é só isso
Deitados, dormindo em sono profundo
Procurando o amor, assim
Pé com pé...



postado por Marcelzero às 22:18
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Menino-Homem

By Marcel (Infelizmente)

 

Lá longe tem um menino-homem

De cabeça baixa, um pouco triste

Olham pra ele todos aqueles que sabem seu nome

Comentam baixinho o que há pouco ele disse:

 

“Obrigado por tudo, de coração

Pelas besteiras que fiz

Peço perdão

De tudo o que aconteceu

De ruim e de bom

Levo comigo vocês

Na mente e nos meus pensamentos

Mas principalmente

No meu coração”

 

Lá longe tem um menino-homem

Um menino e homem que aprende e que ensina

Levantou os braços, acenou para os seus

Uma lágrima de adeus

E virou a esquina



postado por Marcelzero às 21:57
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Dia após dia

By Marcel (Infelizmente)

 

O grito ansioso por sair

Preso na garganta

Brasa queimando

Querendo virar chama

Esperando o grande dia

Todos os dias

Toda semana

Esconde de todos

Sua procura

Sua vontade

Seu drama

Às vezes ri pra não chorar

Às vezes reclama

Reclama pra si

E engole o grito

De uma só vez

De forma insana

Passa o dia

Passa a semana

Passaram-se os anos

O tempo engana

Restou por enquanto

Um espelho no quarto refletindo sua imagem

Ele sozinho olhando pra si

E dizendo pra ele o que era pra ser dito pra ela

Que ele espera

E ama...



postado por Marcelzero às 12:59
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
A Igreja e Os Beatles

Do Uol

Vaticano "absolve" os Beatles e elogia seu "White Album"

 

CIDADE DO VATICANO - O jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano, "absolveu" nesta sexta-feira (21) os Beatles em um longo artigo no qual elogia o talento musical do grupo e comemora os 40 anos do lançamento do "White Album".

O artigo inicia recordando, em tom indulgente, a célebre e controvertida declaração de John Lennon de que "os Beatles são mais famosos que Jesus Cristo".

"Foi uma frase que suscitou profunda indignação, mas que, hoje em dia, soa mais como uma mofa de um jovem da classe operária inglesa empolgado com o sucesso", escreve o jornal vaticano.

Segundo o jornal da Santa Sé, o grupo realizou uma "revolução branca" com seu "White Album", que classifica que "utopia musical, onde se encontra tudo o contrário de tudo".

"Era um conjunto de canções talvez discutíveis, mas reveladoras de toda uma época", afirma. "Atualmente os produtos fonográficos são estereotipados, muito distantes da criatividade dos Beatles", lamenta o jornal papal.

 

"White Album" foi lançado em 22 de novembro de 1968 com 30 canções originais e foi um marco na carreira musical do grupo inglês.

 

Comentário do blog

Aquela angústia que me acompanhava durante todos os meus dias, desde a minha infância, era algo realmente estranho. Sem explicação.

Agora descanso em paz.

E ainda dizem que Deus não fala através da Igreja.

Mas faça-me o favor!


 

 



postado por Marcelzero às 01:09
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008
Fosse

 By Marcel (Infelizmente)

 

Fosse risada a felicidade

Fosse silêncio a paz

Fosse olhos só enxergar bondade

Fosse perna não andar para trás

Fosse dia um pouco mais curto

Fosse sono um pouco mais longo

Fosse cama um pouco mais larga

Fosse sonho menos absurdo

Fosse miséria somente uma estória

Fosse personagem da estória não eu

Fosse possuidor de pobreza de espírito

Fosse espírito um pouco menos pobre

Fosse senhor do próprio domínio

Fosse coração um pouco mais nobre

Fosse possível voltar no tempo

Fosse sincero o que eu disse pro vento

Fosse menos hipócrita o julgamento

Fosse tempo um pouco mais lento

Fosse base com aço e cimento

Fosse caminhada com menos lamento

Fosse inspirado todo momento

Fosse chuva, sol, vento

Fosse olho menos vermelho

Fosse altura não ser documento

Fosse lágrima não escorrendo

Fosse vida com mais fermento

Fosse morte só um pesadelo

Fosse picada sem veneno

Fosse picada mato à dentro

 

Foi-se a maldade, ficou a inocência

Foi-se a mentira e junto a dor

Foi-se tudo que era pena capital

Ficou somente o amor...


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postado por Marcelzero às 01:54
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
Deus salve o Brasil!

Não me atrevo a dar palpites sobre política, economia, rumos do governo, eleições, e tantos outros assuntos importantes, mesmo porque não tenho gabarito pra isso e muito menos articulação pra tanto.

 

Mas peço humildemente a Deus:

 

SALVE A SATIAGRAHA!!!

 

Desalento e desesperança é o que sinto com o julgamento do Habeas Corpus de Gilmar Mendes.

 

Suspiro...

 

Só de Sacanagem

Elisa Lucinda

 

Meu coração está aos pulos! 
Quantas vezes minha esperança será posta à prova? 
Por quantas provas terá ela que passar? 
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo duramente para educar os meninos mais pobres que eu, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. 
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? 
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. 
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e dos justos que os precederam: “Não roubarás”, “Devolva o lápis do coleguinha”, Esse apontador não é seu, minha filhinha”. 
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. 
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. 
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. 
Só de sacanagem! 
Dirão: “Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo o mundo rouba” e eu vou dizer: Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. 
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. 
Dirão: “É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal”. 
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. 
Eu repito, ouviram? IMORTAL! 
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!



postado por Marcelzero às 19:08
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Pena

autor: O Teatro Mágico

 

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Um sorriso por ingresso
Falta assunto, falta acesso
Talento traduzido em cédula
E a cédula tronco é a cédula mãe solteira

O poeta pena quando cai o pano
E o pano cai
Acordes em oferta, cordel em promoção
A Prosa presa em papel de bala
Música rara em liquidação

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A Luz acesa
Lá se dorme um sol em mim menor

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
A porcentagem e o verso
A rifa, a tarifa e refrão
Talento provado em papel moeda
Poesia metamorfoseada em cifrão

O palhaço pena quando cai o pano
E o pano cai
Meu museu em obras, obras em leilão
Atalhos, retalhos, sobras
A matemática da arte em papel de pão

E quando o nó cegar
Deixa desatar em nós
Solta a prosa presa
A luz acesa
Já se abre um sol em mim maior

Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior

 

 

Bem maior...

 



postado por Marcelzero às 17:00
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Banho de Parede

 

Quem mora sozinho, sabe como é difícil o dia a dia, e que a criatividade para superar as dificuldades é necessária.

Então, criei algo, em um momento desses.

Bom, para quem quiser experimentar um novo tipo de banho, que eu inventei, segue ai abaixo as dicas para que você possa preparar e aproveitar um gostoso...

 

BANHO DE PAREDE

1- Bem, primeiramente, espere a resistência de seu chuveiro queimar para que você possa trocá-la. Isso é importante.

Mas caso esteja impaciente com a demora para que ela queime, vá e troque a resistência do chuveiro mesmo assim.

2 - Durante a troca da resistência exerça uma força sobre o cano do chuveiro, o suficiente para que esse cano possa ser partido (quebrado). Detalhe: O local da quebra desse cano é bem rente a parede, ou seja, não deve sobrar nenhum pedaço de cano para fora da parede. Caso sobre, corte o pedaço com uma faca.

3 - Após a quebra do cano, xingue bastante e grite bem alto dentro do banheiro (foi assim que eu fiz), e quando estiver mais calmo, siga para o próximo passo.

4 - Olhe para o maldito furo na parede e pense com raiva: "Ah! Mas eu vou tomar banho custe o que custar! Nem que seja no cano!". Após isso, vá furioso para a torneira do chuveiro e abra.

5 - Constate, com uma feição de ódio, que a pressão da água de sua casa não é forte o suficiente para formar uma cachoeira, e que a água desce pura, cristalina e sem força nenhuma, escorrendo pelo azulejo do banheiro. Caso sua casa possua pressão suficiente para formar uma cachoeira, abra pouco a torneira, para que ela desça escorrendo pela parede. E vá para o próximo passo.

6  - Com os olhos lacrimejantes, passe a mão na água que escorre e molhe o corpo com raiva (você deve estar nú e com raiva).

7 - Pegue o sabonete e esfregue por todo o corpo, incluindo o rosto.

8 - Vendo a burrice que fez, comece a se esfregar na parede, rolando pelo azulejo (faça de conta que a parede é um chão).

9 - Para que você lave as axilas, deve-se levantar um dos braços em direção ao cano, e, deixando a água escorrer, enxaguar uma das axilas com a outra mão. Repetir o processo igualmente para a outra axila.

10 - Para lavar as costas, encoste-se na parede com as costas (é claro) e balance de um lado para o outro (solte alguns xingamentos de vez em quando) como um pêndulo de relógio.

11 - Para ás nádegas, use o mesmo método que para as costas.

12 - Para a barriga, levante os dois braços e junte as mãos em cima, de modo que formem uma "flecha", e deixe a água fazer todo o caminho pelo braço, escorrer pelo pescoço até chegar à barriga. Quando estiver bem molhado, tire com as mãos o excesso de sabão. Nota: O processo de lavagem da barriga demora, em média, uns dez minutos.

13 - Após a barriga, todo o sabão haverá descido para as pernas, então repita o "modus operandis" usado para a barriga e, contorcendo-se, faça a água chegar até as pernas.

14 - Para o rosto, não tente encostar de frente para a parede, pois o nariz não deixará que todo o rosto se cole ao azulejo. Faça o seguinte: Cole a bochecha na parede e deixe a água cair levemente em seu rosto. Solte mais alguns xingamentos nesse momento, se achar necessário.

15 - Enfim, para lavar as partes mais íntimas. Para os homens: Fácil! Pegue-o, encoste-o na parede, e deixe a água fazer o seu trabalho. Sem problemas!

Para as mulheres: Aí é que está! Faço a mínima idéia! Imagino que deva ser um tanto complicado!

16 - Banho tomado! É hora de soltar um último xingo, olhar para o chuveiro pendurado pela fiação elétrica e se enxugar.

 

Esse é o Banho de Parede.

Espero que gostem.

E por favor, muito cuidado quando forem trocar resistências do chuveiro.

 

Volto outro dia, com mais dicas para vocês!

 



postado por Marcelzero às 00:33
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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008
Implicância

By Marcel (Infelizmente)

 

Nada contra você, por favor!

Não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes tua voz me incomoda.

Sei que sou eu o problema, quase sempre

Mas tem como você entender e sair fora?

Nada contra você, por favor!

Não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes teu olhar me incomoda.

De peixe morto, invejoso, espreitando,   

Me olhando como se eu fosse o pior dos seres humanos

Talvez eu seja, quase certeza

Mas tem como você mirar pra lá esses olhos insanos?

Nada contra você, por favor!

Não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes teu cheiro me incomoda.

Mistura de suor com perfume barato

Pior que um amigo que eu tinha nos tempos de escola

Credo!

Quando alguém abre um pacote de cheetos em ambiente fechado

Cheiro de cigarro no cinzeiro, já apagado

Mistura de cravo, canela, flor de velório,

Pano de cozinha, cachorro molhado,

Fedor de mal hálito.

Credo!

Nem vou falar de seu mal hálito.

Mas nada contra você, por favor!

Não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes teu falar me incomoda.

Dando palpite em tudo que eu faço

Como se fosse o senhor da verdade

Conversa sobre todos os assuntos com ar de superioridade

Fala que o Lula é analfabeto, que no Brasil nada dá certo

Que MPB é música boa, que Deus ajuda quem cedo madruga

Como se tudo isso fosse novidade.

Vomitando palavras recheadas de hipocrisia

Explicando que racismo é coisa ridícula

Até meu irmãozinho sabe disso,

E ele tem cinco anos de idade!

Nada contra você, por favor!

Não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes teu andar me incomoda.

Olhando sempre pra frente, cabeça erguida

Passos largos e confiantes, o senhor das ruas e avenidas.

Isso é o que me falaram, pois olhando aqui de onde estou.

Hum, sei não.

Tu tens um jeitinho de bixa.

Só estou comentando, não é preconceito, por favor!

E nada contra você!

Por favor, não me leve a mal!

É que sou chato mesmo e às vezes tua respiração me incomoda.

Aquele ar podre saindo de suas narinas.

Entrando e saindo, respirando o mesmo ar que o meu.

Se eu tiver algum vírus contagioso, tenha certeza

Ele também é teu.

Do seu pulmão deve sair monóxido de carbono

Igual a fumaça que sai daquela merda de carro que a imbecil da tua esposa te deu.

Vamos fazer um trato, eu e você?

Você e eu?

Quem sabe a gente acaba com essa briga, essa coisa chata, esse monte de intriga.

Estou querendo me redimir agora, então proponho a você:

Eu fico aqui de boa no meu cantinho, fazendo o que eu sempre faço

Essa é minha parte do trato.

Deu pra entender?

A sua?

Ah, tá.

É o seguinte:

Você poderia fazer o favor de morrer?



postado por Marcelzero às 15:19
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
Reflexão

By Marcel (Infelizmente)

 

Ela reflete tudo ao meu redor

Reflete minha sobrancelha, o defeito de meus cílios.

Reflete a tela do monitor, tudo o que eu escrevo

Reflete o teclado

Assiste às aulas do professor e ela escreve igual a mim

Só que ao contrário

Reflete o sorriso dos meus amigos

O mictório do banheiro

A moça da cantina da faculdade

Reflete a cor da coca-cola que eu bebo

Reflete a chave do meu carro, o volante

A sujeira do vidro embaçado.

Reflete a escada do meu prédio

A porta de meu apartamento

Reflete minha sala bagunçada

Reflete o porta-retratos

Reflete minhas mãos lavando a louça

Da semana passada.

Ela reflete tudo ao meu redor

E aumenta o tamanho dos poros de minha bochecha.

Na frente do espelho ela reflete a si mesmo

Com minha imagem dentro dela.

E se despede de mim assim...

Percorrendo o caminho que suas amigas já deixaram.

Começa nos olhos, dá a volta pela bochecha,

Passa perto dos lábios e se acumula no queixo

Cresce, pinga

E se vai...

Cresce, pinga

E se vai...

Cresce, pinga

E se vai...

Do meu queixo até o chão ela reflete a queda

E fica lá embaixo refletindo a amiga lágrima que vem logo atrás

Que cresce, pinga

E se vai...

 


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postado por Marcelzero às 19:46
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2008
Meu amigo que mora do outro lado do rio

By Marcel (Infelizmente)

 

Tenho um amigo

Mora lá do outro lado do rio.

Vez ou outra pega um barco

E vem almoçar aqui comigo.

Conta das coisas que acontecem nas bandas de lá.

Fala do tamanho das árvores

De cada bicho esquisito!

Sobre as duas luas que tem no céu

E que de noite é um perigo!

Disse que tem vulcão, cratera de meteoro,

Castelo de princesa, carro que voa

Dinossauro escondido.

Conta cada coisa absurda

Que uma vez encontrou uma casa feita de chocolate

Comeu tudo a vontade

Inclusive João e Maria.

Que os clones lá são super simpáticos,

Animados e tranqüilos.

Outra vez disse que o sol não se pôs durante seis meses.

E ninguém dormiu por causa disso.

Me convidou para um dia ir lá,

Que ele me apresenta Jesus Cristo!

Muito estranho meu amigo

Mora lá do outro lado do rio.

Mas eu acho engraçado tudo isso

Porque quando olho daqui desse lado

Só enxergo um monte de árvore

Tudo vazio.

Mas eu não duvido dele não.

E quando ele vai embora eu sinto saudade.

Saudade desse meu amigo.

Fico esperando o dia da próxima visita

Fico aqui sozinho.

A saudade aperta, e daí eu o chamo

Nem sei o seu nome.

Faço sempre assim:

Acendo o fogão de lenha, boto água pra ferver

E ele vem rápido.

Sentindo o cheiro do meu chá de lírio.


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postado por Marcelzero às 18:28
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
A canção do amor

By Marcel (Infelizmente)

 

Amor sem fim...

Como explicar?

Como explicar um amor sem fim que chegou ao fim?

Um coração do tamanho do mundo

Abarcando a tudo e a todos

Filhos, filhas, netos, noras, irmãos, genros

Quem pode me dizer quanta doçura cabe em uma só pessoa?

Nem tente responder

Pois suas respostas, tenha certeza

Não serão boas

Não é você.

É essa pessoa!

Incomparável!

Quanta doçura, quanto amor!

Sou de uma família grande

Faço parte de uma geração de netos abençoados

Netos possuidores de duas mães!

Netos, filhos de pais que nunca a esquecerão!

Não a esquecerão jamais!

Somos especiais!

Tivemos o privilégio de aprender a sublimidade do amor

Um amor verdadeiro

Um amor doação!

Que eu guardo na memória, na alma,

Em meu coração.

Somos especiais!

Pois sabemos, que o amor verdadeiro é simples...

Feito de um par velho de havaianas

Arrastando no chão

Aquele barulhinho de panela na cozinha

E ela

Cantarolando

Aquela linda canção...

 

“Eu ainda me lembro da Júlia sapeca

Aquela menina levada da breca...”

 


 

Para minha amada Vó Célia, que se faz tão presente até hoje...

E para quem quiser se apossar dessas humildes palavras cheias de amor - filhos, filhas, netos, netas, genros, noras...

Fiquem à vontade...

Muitas saudades...



postado por Marcelzero às 06:40
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Até a uva passa

By Marcel (Infelizmente)

 

Olhando daqui é isso o que eu vejo:

Que nem tudo é ruim como parece ser

Nem tudo é difícil como possa parecer

Nem tudo se parece com o que você consegue ver.

Consigo enxergar saída para você

Não precisa se desesperar.

Calma!!

Calma!

Calma...

Tudo vai melhorar

Não se aflija

É melhor orar

Não tenha medo, vai passar

Não é o que dizem?

Que por mais que a noite seja escura

No outro dia o sol torna a levantar?

É a lógica das coisas,

Não é idéia minha.

Tudo vai passar...

Tá vendo lá em cima?

Olhe só, isso! Lá mesmo!

Bem onde está apontando meu dedo.

Quantas estrelas piscando, quanto brilho

Bem no meio desse imenso pano preto.

Olha lá o céu sorrindo!

Que lua linda...

Já te contaram que ela é feita de queijo?

Observe as constelações,

Os nossos signos!

Dizem que influem o modo como eu penso

Que coisa mais linda, uma estrela cadente!

Feche os olhos.

Rápido!

Faça um desejo!

O que você pediu?

Ah! Verdade, me esqueci

É segredo...

Melhorou? Passou aquele desespero?

Distraí você, não é verdade?

Fico muito feliz.

De verdade, mesmo.

Bom, já que você está melhor, vou-me embora

Está tarde.

Até mais! Outra hora nos vemos!

Pois é... foi-se.

Estou sozinho

Um suspiro

O silêncio

Eu, o céu e esse campo aberto

E com o rosto molhado olho pra cima

Encaro o firmamento

Não falo nada

Nem uma palavra

Somente em pensamento

“E aí, estrela cadente?

Não vai realizar o meu desejo?

Pedi pra ti algo tão simples!

Realize a metade, pelo menos.

Que trouxesse alguém pra me distrair

Que seja a minha vez de ir embora aliviado

Sem que eu precise dar conselhos.

Ir embora em paz

Sem mais

Nem menos

E nem medo.


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postado por Marcelzero às 06:39
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Filosofia

By Marcel (Infelizmente)

 

 

 

Penso nela logo existo...

 


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postado por Marcelzero às 19:48
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Domingo, 28 de Setembro de 2008
Escrevendo até passar

By Marcel (Infelizmente)

 
Não vou ficar pensando muito nas palavras certas e bonitas
Que façam algum sentido
Só preciso é que elas sejam ditas
É só disso que eu preciso
 
Desse jeito mesmo, igual aí em cima
Sem nada de novo ou diferente
Não vou me preocupar com a rima
Até mesmo porque não tenho nada em mente
 
Eu estava somente tomando banho
Quando a solidão se aproximou de mim
Me fez chorar de novo, um troço estranho
Uma tristezinha sem fim
 
Então o que pude fazer, foi somente isso
Correr pra frente da tela e aqui despejar minha dor
Porque estou aqui sozinho
E meu amigo é esse computador
 
Por isso mesmo nem estou me preocupando em ser diferente
Pra que você leia coisas bonitas
Porque por mais que eu tente
Não estou muito inspirado esses dias
 
Então me perdoe as rimas infantis
O texto sem sentido desde a primeira linha
No momento é o único jeito que vi
Para aliviar minha agonia
 
Mas já vai passar
Está acalmando
Pronto, está saindo o mal-estar
Está aliviando...


postado por Marcelzero às 18:25
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Piloto automático

By Marcel (Infelizmente)

 

Meu coração bate nos olhos quando me incomodo.

Meu coração bate nos olhos e meus olhos se enchem d’agua.

Meus olhos se enchem d’agua e assim tropeço fácil e me desequilibro.

Tropeço fácil e qualquer pena ou pluma leve torna-se imensamente pesada.

Carrego pluma com as costas arcadas.

Com as costas arcadas somente consigo olhar o chão sujo.

Olhando o chão o tempo inteiro, não vejo o que acontece a minha frente,

Ando sem capacete e vivo dando cabeçada.

Tudo isso num dia só.

Desde o amanhecer ao pôr-do-sol.

E quando chega o outro dia, abro os olhos

Agonia!

Meu coração, que estava descansando, sonhando, tranqüilo, de molho.

Começa a bater forte no meu olho.

Meus olhos se enchem d’agua,

E começa tudo de novo...



postado por Marcelzero às 18:56
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Estou chegando...

By Marcel (Infelizmente)

 

Chove calmamente.

O dia nublado, cinza.

Os passarinhos todos estão escondidos.

Onde será que se escondem os passarinhos?

Ele coloca as asas para fora do abrigo para saber se a chuva passou?

Não está ventando, mas mesmo assim o dia está frio.

Eu já estou há mais de vinte minutos escondido sob o orelhão em frente a esse bar.

Não me escondi aqui da chuva. Foi a chuva que chegou enquanto eu estava ao telefone.

Já passa das duas horas da tarde, e as poucas pessoas que vejo daqui, correm apressadas com medo que os pingos aumentem.

Um barulho forte de freada brusca de carro lá ao longe...

Xi! Acho que bateu!

Uma senhora andando devagar com sua sombrinha que não consegue proteger nem metade de seu corpo.

Um homem andando despreocupadamente, de chapéu, guarda chuva fechado na mão e fumando seu cigarro.

Uma criança levando bronca da mãe porque insistia na saudável brincadeira de querer deitar-se rente ao meio fio para tomar banho de enxurrada.

Quando eu era pequeno fazia a mesma coisa! E apanhava do mesmo jeito da minha mãe!

No boteco lá da esquina, não nesse no qual estou em frente, o pessoal canta música caipira, acompanhada por um violeiro de chapéu de palha, que canta com uma voz afinada de dar inveja.

Nesse boteco no qual estou em frente, apenas um caipora joga sinuca sozinho. Aliás, ele brinca apenas com a bola branca. Ele me parece triste e sem rumo.

Tem três crianças protegendo-se sob o toldo de uma loja de roupas, todas juntas. Acho que são irmãos, pois do nada resolveram sair e correram todas juntas, de mãos dadas. O mais velho na frente e puxando as duas mais novas com cuidado.

Tem um pombo no meio da rua, procurando comida e sem dar a menor bola para a chuva. Olhando daqui, o modo como ele mexe a cabeça descontrolada, para frente e para trás, andando aos pulinhos e parando com um dos pés somente, me parece ser um pombo surtado.

Ele está olhando pra mim? Está!

O pombo louco chegou até perto dos meus pés e deixou o pedaço de comida que estava em seu bico, ao meu lado.

Obrigado, pombo louco, eu como depois, tá?

Saiu voando.

Que trovão!

Parece que arrebentou bem em cima de minha cabeça!

E com isso, o moleque que vinha todo faceiro em sua bicicleta, pedalando sem as mãos, assustou-se com a pancada da trovoada e estatelou-se no chão.

Hum... que tombo!

E que vontade de dar risada!

Está no chão, com a maior cara de tacho, fingindo que tudo está bem e arrumando as tiras de seu chinelo havaianas que arrebentou.

Olha que interessante! Estou reconhecendo ao lado do moleque azarado, o pombo doidão que  está ali também.

Deixou um pedacinho de pão e foi-se embora voando.

Está trovejando demais agora!

Gosto de chuva, mas confesso que se estivesse em casa seria bem melhor.

A chuva aumentou um pouco e agora está invadindo meu abrigo.

Esse orelhão.

E essa chuva que não passa, e que fez o favor de me pegar aqui, de surpresa enquanto falava ao telefone.

Estava falando com ela! Linda, doce e especial!

Estava explicando a ela que iria ter que adiar minha chegada no dia de hoje.

Não poderia vir, pois surgiu um imprevisto e teria que ficar mais dois dias fora da cidade.

Ela ficou triste!

Os filhos dela estavam fazendo barulho em volta dela enquanto conversávamos.

Os filhos delas são meus também.

Ela é minha esposa!

Fiquei uma semana fora, e agora estou aqui, com as malas junto aos meus pés, ensopado da chuva, que me pegou enquanto eu explicava a minha esposa que não poderia voltar naquele dia.

E os créditos do cartão telefônico acabaram-se, então.

Ficou mudo e ela ficou triste.

Mas vou acabar com a tristeza dela, ah, vou sim!

Estou com as minhas malas aos meus pés, uma semana fora de casa e a saudade dela e dos meus filhos está me matando.

E eu menti com relação ao atraso!

Vou pegá-la de surpresa.

Que saudades imensa!

Deixa eu ir então, que essas malas estão ficando encharcadas, e ficarão cada vez mais pesadas.

Estou sozinho aqui para carregá-las.

Mas isso também não é muito problema.

Eu moro ali em frente mesmo, está vendo?

Estou vendo a sombra dela pela janela.

Então dá licença que estou indo!

Ah, que saudade dela!

Fuiiiii...


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postado por Marcelzero às 15:16
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Amor...

Por Mariana

 

O amor é sublime.

Não busca a perfeição.

 

Com o amor pode-se ser você mesmo

Proporciona esperança enorme no futuro

Proporciona futuro ao lado do bem amado

O amor entende

Desculpa pelas besteiras

Ajuda a saltar sempre pra frente

Deixa chorar

Gritar

Sonhar

Ser feliz à vontade

Perde a hora de voltar pra casa

O amor faz imaginar desenho em nuvens

Alivia os pesadelos

Escuta as coisas fúteis

Pode-se fazer o que quiser!

Perder o juízo

E mesmo assim permanecer tranqüilo

Ama-se por infinitas coisas

Que jamais caberia aqui escrever

Apenas sentir

Mas só sabe-se que se ama

E muito!

Amor é um sonho

Um sonho que se quer para sempre...

 

 

Ps: Totalmente meu...

 


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postado por Marcelzero às 16:22
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Chorinho contido

By Marcel (infelizmente)

 

Entra afiada como se fosse adaga

Deixando-me sensível a qualquer sentimento

Um elevador, um soluço que me pega desprevenido

Um chorinho contido ao fim de risadas.

 

Olhos perdidos

Úmidos

Feito orvalho

 

Aperto no peito

Picada de abelha, dilacerante

Minutos disfarçados de segundos

Horas que demoram dias

Angustiante

 

Quando estamos juntos

Dias inteiros

Que parecem minutos

 

No meio do dia aparece

Cresce, cresce e cresce

Não respeita minhas ordens

Não desaparece

 

É saudade o nome

Cruel

Parasita

 

E com a adaga que eu a mato

Na sexta à noite

Ela mergulha em minhas costas

Assim que o domingo despede-se.

 

Fim de semana que foi-se...



postado por Marcelzero às 19:29
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Apenas diferente

By Marcel (infelizmente)

 

Dias atrás, eu fiz assim:

Quando todos começaram a chegar

A se reunir, lá no bar

Eu quis ir embora, assim do nada.

Outra vez foi uma piada

Todo mundo achou graça

Mas só eu não dei risada.

Minha mãe me mandou comprar pão

Comprar dez, pra ser mais exata

Comprei, mas dei um ao pedinte no meio da estrada.

Eu quis viagem pra cidade pequena

Quando todo mundo queria praia.

Escolheram hotel pra dormir

Eu quis pousada.

Fizeram passeio de bicicleta

Eu, caminhada.

Manhã, tarde, noite, todos preferem assim

Eu sou mais a madrugada.

Tomo sorvete quando faz frio

No calor só uso calça, e nunca saia.

Acho bonito coisas feias

E feio as coisas bonitas que você acha.

Faço tudo ao contrário, você tem razão

Não é pra parecer diferente, saiba disso

É que pras coisas que você acredita

Eu tenho outra opinião.

Cansei de ser enxovalhada por andar na contramão

Mas isso é pra quem não me conhece

Porque amigos eu tenho aos montes

E ser do contra pra eles não significada nada

Porque sempre que algum deles chora ou fica triste

Caídos no chão ao primeiro tombo

Sou euzinha aqui que os carrego

Coloco todos nos meus ombros

São todos fracotes e de cara pálida

Faço minha parte e eles sabem disso

Não reclamam quando peço licença

E se para eles eu viro a cara

Sabem bem que o que quero

É que não vejam meu rosto cansado

E marcado pelas lágrimas.

 



postado por Marcelzero às 13:52
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
Só na marola

By Marcel (Infelizmente)

 
Não volto mais
Não volto atrás
Pareço perdido
Mas encontrei meu caminho
 
Meu guia é você, estrela...
Não tenho outro norte...
Meu impulso é você, brisa...
Em minha vela estendida...
Meu destino é você, porto...

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postado por Marcelzero às 18:20
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
Bonequinha

By Marcel (Infelizmente)

 

“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!

Porque ficas a sorrir, sem dormir?”

Com meus cabelos na altura do queixo,

Minha bochecha gordinha,

Usando roupas do meu irmão (pentelho) mais velho

Observando a mais nova, minha (pentelha) irmãzinha

Divido o quarto com eles o dia inteiro

Quando comecei a ler estórinhas infantis?

Sinceramente, não lembro

Lembro da mamãe cozinhando

Do papai chegando tarde do trabalho

E dos meus irmãos (pentelhos)

Mas a frase eu guardei

“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!

Porque ficas a sorrir, sem dormir?”

Nessa época eu ainda era essa bonequinha

Hoje não

Hoje cresci, sou mulher

Não guardo mais a bochecha gordinha

Tenho trabalho e logo estarei formada

Sou o que meus pais me formaram

Espelho daqueles que me criaram

Aprendi que na dor se vive o amor

E que no amor se supera a dor

Mas à noite em meu quarto

Cansada, deitada

De olhos fechados

Sempre repito baixinho

“Bonequinha, bonequinha, tão lourinha!

Porque ficas a sorrir, sem dormir?”

Então me lembro do quarto a três

De quando eu lia estórinhas

Do papai, da mamãe

De mim, pequenina

E adormeço sorrindo,

Com a tranqüilidade e certeza

De que ainda carrego aquela menina

Mas hoje sou mulher!

Muito prazer,

Carolina!

 

Para minha querida irmã, Carolina, com muito carinho do tamanho da minha saudade.



postado por Marcelzero às 15:18
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